terça-feira, 25 de agosto de 2009

Palavras De Um Futuro Bom





Jota Quest
Composição: Rogério Flausino




Anda. Enquanto o dia acorda a gente ama
Tô pronto prá te ouvir aqui na cama
Te espero vamo rir de todo mundo
Nesse quarto tão profundo

Pára. Repara, tente ver a tua cara
Contemple esse momento é coisa rara
Uma emoção assim só se compara
À tudo que nós já passamos juntos

Preciso tanto aproveitar você
Olhar teus olhos, beijar tua boca
Ouvir palavras de um futuro bom

Preciso tanto aproveitar você
Olhar teus olhos, beijar tua boca
Dizer palavras de um futuro bom

Anda. Enquanto o dia acorda a gente ama
Tô pronto prá te ouvir aqui na cama
Te espero vamo rir de todo mundo
Nesse quarto tão profundo

Pára. Repara, tente ver a sua cara
Contemple esse momento é coisa rara
Uma emoção assim só se compara
À tudo que nós já passamos juntos
Nesse quarto em um segundo

Preciso tanto aproveitar você
Beijar teus olhos, olhar tua boca
Dizer palavras de um futuro bom

Preciso tanto aproveitar você
Beijar teus olhos, olhar tua boca
Ouvir palavras de um futuro bom

Palavras... Palavras... Palavras de um futuro bom
Palavras... Palavras...

Preciso tanto aproveitar você
Beijar teus olhos, olhar tua boca
Ouvir palavras... Palavras... Palavras de um futuro bom

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Rua Ramalhete



(Byafra)
(Composição: Ney Azambuja e Tavito )


Sem querer fui me lembrar
De uma rua e seus ramalhetes
O amor anotado em bilhetes
Daquelas tardes...
No muro do Sacré-Coeur
De uniforme
E olhar de rapina
Nossos bailes
No clube da esquina
Quanta saudade...
Muito prazer
Vamos dançar
Que eu vou falar
No seu ouvido
Coisas que vão fazer
Você tremer
Dentro do vestido...
Vamos deixar
Tudo rodar
E o som dos Beatles
Na vitrola...
Será?
Que algum dia
Eles vêm aqui?
Cantar, as canções
Que a gente quer ouvir?...(2x)

"Mario Quintana"

A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.

Casinha Branca


(Gilson )
(Composição: Gilson e Joran )

Eu tenho andado tão sozinho ultimamente
Que nem vejo a minha frente
Nada que me dê prazer
Sinto cada vez mais longe a felicidade
Vendo em minha mocidade
Tanto sonho perecer
Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde
Pra plantar e pra colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela
Para ver o sol nascer
Às vezes saio a caminhar pela cidade
À procura de amizades
Vou seguindo a multidão
Mas eu me retraio olhando em cada rosto
Cada um tem seu mistério
Seu sofrer, sua ilusão
Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde
Pra plantar e pra colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela
Para ver o sol nascer
Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde
Pra plantar e pra colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela
Para ver o sol nascer ...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Importante Lembrar - Mulheres Possíveis



(Texto na Revista do Jornal O Globo)

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias.

Cinco dias!

Tempo para uma massagem.

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Para engravidar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante' .

Martha Medeiros - Jornalista e escritora

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Kilômetros




A varios cientos de kilómetros
puede tu voz darme calor igual que un sol
y siento como un cambio armónico
va componiendo una canción en mi interior

Sé que seguir no suena lógico
pero no olvido tu perfume mágico
y este encuentro telefónico
me ha recordado que estoy loco por ti

Que todo el mundo cabe en el teléfono
que no hay distancias grandes para nuestro amor
que todo es perfecto cuando te siento
tan cerca aunque estés tan lejos

A varios cientos de kilómetros
tiene un secreto que decirte mi dolor
en cuanto cuelgues el teléfono
se quedará pensando mi corazón

Que todo el mundo cabe en el teléfono
que no hay distancias grandes para nuestro amor
que todo es perfecto cuando te siento
tan cerca aunque estes tan lejos

terça-feira, 18 de agosto de 2009

No Me Doy Por Vencido

"Me quedo callado
soy como un nino dormido
que puede despertarse con apenas solo un ruido
cuando menos te los esperas
cuando menos lo imagino
se que un dia no me aguanto y voy y te miro
y te lo digo a los gritos
y te ries y me tomas por un loco atrevido
pues no sabes cuanto tiempo
en mis suenos has vivido
ni sospechas cuando te nombre

Yo, yo no me doy por vencido
yo quiero un mundo contigo
juro que vale la pena
esperar y esperar y esperar un suspiro,
una senal del destino
no me canso, no me rindo, no me doy por vencido

Tengo una flor de bolsillo
marchita de buscar una mujer que me quiera
y reciba su perfume
hasta traer la primavera
y me ensene lo que no aprendi de la vida
que brilla mas cada dia
poruqe estoy tan solo a un paso de ganarme la alegria
por que el corazon levanta una tormenta enfuresida
desde aquel momento en que te vi

Yo, yo no me doy por vencido
yo quiero un mundo contigo
juro que vale la pena
esperar y esperar y esperar un suspiro
una senal del destino
no me canso, no me rindo, no me doy por vencido

juro que vale la pena
esperar y esperar y esperar un suspiro
una senal del destino
no me canso, no me rindo, no me doy por vencido"

Luis Fonsi

segunda-feira, 17 de agosto de 2009




De vez em quando o passado, que tava quietinho no canto dele, vem até onde você está, dá um tapa na sua cara e sai, antes que você possa esboçar reação.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A Câmera que Filma os Dias


A Câmera Que Filma Os Dias



Tom: G#

G# D#
A luz que eu vi naquele dia escuro e ruim
F# C#
Era a luz por encomenda para te filmar
G# D#
Teus gestos solitários pela lente sem fim
F# C#
E lento o tempo parecia desfocar
G# D#
Tanta coisa escapa sem o olho ver
F# C#
e as vezes as imagens vem nos assaltar
G# D#
Ter te visto assim sem jeito e sem querer
F# C#
Foi o tiro certo pra começar
G#*
Nosso enredo
F#
Enquanto a vida passa no seu vai-e-vem
G#*
Não demora
F#
A Porta já fechou ali no armazém
G#*
O desfecho
F#
Tenho ainda nas paredes que grafitei
G#*
Não me lembro
F#
O dia que isso tudo comecei
G# D#
A Câmera que filma os dias deu um giro e parou
F# C#
Na lojinha da cidade com o preço bom
G# D#
Era um dia de inverno quando você chegou
F# C#
Se não fosse teu abraço compraria um moletom
G#*
Nosso enredo
F#
Enquanto a vida passa no seu vai-e-vem
G#*
Não demora
F#
A Porta já fechou ali no armazém
G#*
O desfecho
F#
Tenho ainda nas paredes que grafitei
G#*
Não me lembro
F#
O dia que isso tudo comecei
C#* B
Só não gosto de filme manjado
C#* B
Eu vou ficando cheio vou ficando farto
C#* B
Não me faz esse tipo ensaiado
C#* B
Não inventa pose que eu fico invocado
(2 vezes)
G# D# F# C#
(2 vezes)
G# D#
A luz que eu vi naquele dia escuro e ruim
F# C#
Essa imagem não se cansa de me assaltar
G# D#
A Câmera que filma os dias tomou conta de mim
F# C#
e passei aquele inverno inteiro a te focar

G#*
F#
Enquanto a vida passa no seu vai-e-vem
G#*
Não demora
F#
A Porta já fechou ali no armazém
G#*
O desfecho
F#
Tenho ainda nas paredes que grafitei
G#*
Não me lembro
F#
O dia que isso tudo comecei

G#* F# G#* F# G#*

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Você tem experiência?

Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.

Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.

Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.

Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.

Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas Sentindo falta de uma só.

Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.

Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.

Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade.

Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:
"Qual sua experiência?".

Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência. Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência? Não!
Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:

"Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?"